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sexta-feira, 6 de março de 2015

LITÍGIO POLÍTICO E CRIME AMBIENTAL SOBRE UMA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE EM AFONSO CUNHA

Há uma semana, devido os meios sociais de comunicação, os internautas ficaram informados via imagens e textos, de um litígio entre o prefeito da cidade de Afonso Cunha, José Leane Pinheiro e os agropecuaristas Xerxes Bacelar e Arquimedes Bacelar, de família de tradição histórica tanto em Afonso Cunha, como na região, ambos os lados pleiteiam um terreno as margens do riacho de São Gonçalo, um afluente do rio Munim, cujas principais nascentes estão no perímetro urbano desta cidade. 
As intenções de Xerxes Bacelar e do irmão é aterrar, segundo fotos divulgadas, um trecho do riacho para erguer uma construção comercial. O mesmo defende que o terreno era de sua mãe. Assim, poderá fazer o que bem desejar. O prefeito Leane Borges, por sua vez, como autoridade administrativa maior da cidade, não liberando alvará de funcionamento para esta construção alegando que a construção é ilegal por diversas razões, dentre esta ambientais. Os irmãos Bacelar contra argumentam que é perseguição, abuso de poder e autoridade, do prefeito, numa rincha que envolvem questões políticas e partidárias.
Nesta questão, política e partidarismo, diante do fato de existir realmente uma disputa permanente entre os que desejar voltar ao poder da cidade que fundaram para si e os que dentro do novo cenário político e democrático atualmente existente em Afonso Cunha, desejam deixar sua marca e mostra quem hoje realmente “manda” ou administra a cidade, não emitirei mais considerações e delongas neste texto.
Todavia, diante do objeto do litígio – o riacho São Gonçalo, gostaria de reforçar o argumento um e cinco de uma carta do prefeito Leane publicado no Portal Gadita e outros blog regionais, referente à questão ambiental.
Maquinas trabalhando nas proximidades do riacho
        De fato, não se podem aterrar trechos do leito do riacho de São Gonçalo, por que lá, segundo a Lei N° 4. 771 de 1965 e alterações é uma APP - Área de Preservação Permanente. Se o terreno fosse legalmente de uma das partes que alega pertencer, até poderiam fazem alguma alteração, mais com 10 a 15 metros distantes das margens do riacho. Jamais soterrar o mesmo, conforme se ver nas fotos. Afirmo mais, este espaço da cidade de Afonso Cunha legalmente protegido, ambientalmente frágil e vulnerável, que mesmo sendo privado, quanto mais público, deverá apenas ser usado por funções ou serviços ambientais, no quais se requer de APPS, no quais : 1 - a proteção do solo prevenindo a ocorrência de desastres associados ao uso e ocupação inadequados de encostas e topos de morro; 2 - a proteção dos corpos d'água, evitando enchentes, poluição das águas e assoreamento dos rios; 3 - a manutenção da permeabilidade do solo e do regime hídrico, prevenindo contra inundações e enxurradas, colaborando com a recarga de aquíferos e evitando o comprometimento do abastecimento público de água em qualidade e em quantidade; 4 - a função ecológica de refúgio para a fauna e de corredores ecológicos que facilitam o fluxo gênico de fauna e flora, especialmente entre áreas verdes situadas no perímetro urbano e nas suas proximidades, 5- a atenuação de desequilíbrios climáticos interurbanos, tais como o excesso de aridez, o desconforto térmico e ambiental e o efeito "ilha de calor".
Terra caindo no Riacho
Segundo, além do riacho ser APP, é um ecossistema que realmente pertence à Área de Proteção Ambienta/APA dos Morros Garapenses, Unidade de Conservação de Uso sustentável, criada há seis anos pelo Decreto Nº 25.087 de 31 de Dezembro de 2008, abrangendo uma área de 234. 767 ha dos municípios de Buriti, Duque Bacelar, Coelho Neto e Afonso Cunha, cujo objetivo básico é “proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais”. Para fazer funcionar isso, na APA dos Morros Garapenses existe um Conselho – CONAMG – Conselho da APA dos Morros Garapenses, instituição co-gestora da Unidade, que é administrada pela SEMA-MA, cuja a cidade de Afonso Cunha possui representantes.
 Assim, se os irmãos Bacelar não tiverem autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente para tal obra no riacho de São Gonçalo, sua ação torna-se mais ilegal ainda. O que acho meio difícil de obterem, diante de um soterramento do leito de um riacho legalmente protegido, mesmo que documentalmente a propriedade fosse particular, pois riachos são de todos, patrimônio comum e comunitário.
Por fim, os efeitos indesejáveis do processo de urbanização sem planejamento, como a ocupação irregular e o uso indevido dessas áreas, tende a reduzi-las e degradá-las cada vez mais. Isso causa graves problemas nas cidades e exige um forte empenho no incremento e aperfeiçoamento de políticas ambientais urbanas voltadas à recuperação, manutenção, monitoramento e fiscalização das APPs nas cidades. E acho que em Afonso Cunha as leis ambientais neste litígio entre os dois lados deve ser uma voz persistente, até por que quem realmente vai ser derrotado é a população e o riacho de São Gonçalo se ele continuar sendo sorteado e usado para fins puramente econômicos e  pessoais dos cidadãos desta cidade, que devem aprender cuidar e valorizar seus recursos e belezas naturais, utilizando-os de maneiras sustentáveis. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

LANÇADO ANTOLOGIA VOZES POÉTICAS DOS MORROS GARAPENSES


Caros leitores do Blog Folha do Garapa, lançamos hoje oficialmente em formato de E-book nosso estudo sobre a poesia e a vida de poetas da APA dos Morros Garapenses.  

A antologia “Vozes Poéticas dos Morros Garapenses” foi fruto de árduos trabalhos de pesquisas, entrevistas e leituras, uma empreitada que começou em Agosto de 2011, logo após termos organizado em Julho deste ano o primeiro encontro literário da APA na cidade de Coelho Neto, objetivando assim, o continuar de ações em prol dos artistas da palavra de nossa região, oficialmente interligada pela Unidade de Conservação, contribuindo com suas motivações e apoio ao desenvolver seus talentos  artísticos e literários. À medida que as pesquisas eram feitas, em intervalos das viagens pelo Maranhão e no Brasil; nas horas livres dos estudos do Seminário de Teologia; das demandas da luta em reuniões, audiências e embates constantes contra os destruidores da natureza de nossa Unidade de Conservação, no sonho de fazer ela dar certo, eu , aos pouco, como um artesão, pacientemente, escrevia a obra, junto com outros trabalhos literários. Houve um momento na construção dos  “Vozes Poética dos Morros Garapenses”,  que estive  distante  meses do Maranhão, estudando linguística e teologia em Brasília, no ano de 2013, e  mesmo  longe de muitas das fontes do livro, o trabalho continuo, sendo finalizado. Há um ano que a obra está praticamente pronta. Tentamos publicar em formato impresso, mas diversas adversidades se opuseram em nosso caminho, o que nunca nos fez desistir do nosso objetivo de construir conhecimento, educar, levar cultura a nossa gente. E no não desistir, o livro agora sai em E-book: digital, gratuitamente, oportunando acesso livre para todos os cidadãos garapenses, como do Brasil, conhecer nossos poetas.

Dividida em três partes, a antologia literária contem uma resenha histórica da criação da APA dos Morros Garapenses, como do Movimento literário da Unidade; o perfil biográfico de 22 poetas oriundos e vivendis da APA, com mostra de seus poemas (sendo dez poetas de Buriti, quadro de Duque e oito de Coelho Neto); e um anexo sobre a vida de dois poetas, Coelho Neto e Afonso Cunha, que dão nome a duas cidades da Unidade, e alguns de seus poemas; como falas sobre este poeta ambientalista, organizador da antologia, que como poeta também regional, não poderia se autoestudar na obra, como também se autoexcluir, pois isso juntei algumas criticas de amigos e ambientalistas sobre minha arte poética e luta ecológica. Creio que assim valeu.

O nosso grande desejo na publicação da antologia “Vozes Poéticas dos Morros Garapenses” não é a busca de reconhecimento humano, isso é muito pouco. O grande desejo e o sonho é fazer com quer o bem e a vida vença neste lugar do mundo, chamado APA dos Morros Garapenses; e para isso acontecer os poetas com suas  poesia devem ser personalidades  e arte atuantes – proativas - entre o povo, levando arte e beleza das palavras; doando emoção e encanto, cultura, educação, informação; cuidando também das nascentes, das árvores das praças, das florestas dos morros; dos pássaros e dos repteis; das crianças, dos jovens e dos velhos; amando e respeitando toda forma de vida existente nesta Unidade de Conservação, pois esse é o caminho da realização plena e da felicidade verdadeira.

Espero que os leitores baixem o livro, goste do que irão ler, divulgue nossos poetas e sua poesia neste Brasilzão, nos ajudando em conjunto cuidar das pessoas e da natureza na APA dos Morros Garapenses. 



Para baixar o livro (ou visualizá-lo online) pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.

              Para baixar o livro (ou visualizá-lo online) pelo site Issuu, CLIQUE AQUI.

 



 



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

DOADO BIBLIOTECA PARA O CONSELHO DA APA DOS MORROS GARAPENSES

 Na manhã de hoje o Secretário de Agricultura da Prefeitura de Duque Bacelar, Toinho do PT,  numa ação louvável de parceria com as instituições públicas, dou uma biblioteca do Projeto Embrapa para o Conselho da APA dos Morros Garapenses, CONAMG,  para futuramente ficar na Biblioteca do Centro Administrativo da APA.
 A Biblioteca é formada de mais de 100 volumes com temas de agroecologia, meio ambiente, cultura produtiva, etc.
 Esteve presente no ato da doação a Vice- Presidente do CONAMG Noemi Rocha, que ao receber a doação agradeceu ao Secretário Toinho em nome de todos os conselheiros e ambientalistas da Unidade. 

Estante montada com livros

Toinho do PT  e Noemi  Rocha, do CONAMG

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

CINZAS DO FUNDADOR DA CIDADE DE DUQUE BACELAR SERÃO ESPALHADAS NO ITAPIREMA

    RAIMUNDO EMERSO MACHADO BACELAR, um dos fundadores políticos da cidade de DUQUE BACELAR, será homenageado com uma Missa de 7º dia, 22 de Novembro, em Coelho Neto, na  Paróquia de Sant'Ana. 
    O mesmo falecido aos 86 anos, no último sábado, dia 15, no Rio de Janeiro foi cremado; e suas cinzas, de acordo com seu desejo,  dia 29 de Novembro na Fazenda Itapirema, serão espalhadas na capela da família onde estão os restos mortais dos seus pais: Duque e Maria Bacelar.

Da  direita pra esquerda: Duque Bacelar, Maria Bacelar e Raimundo Bacelar.

Capela dos Bacelar, no Itapirema

domingo, 9 de novembro de 2014

PÔR DO SOL NO RIO PARNAÍBA EM DUQUE BACELAR/APA DOS MORROS GARAPENSES





" QUINTA NEJO", NO BAR DA JESUS MANGUEIRA

    Uma novidade cultural esta abrilhantando as noites de quinta-feira em Duque Bacelar. O evento "Quinta Nejo", idealizado pelo Gerente do Banco Bradesco da cidade, Sr. Rildson, com o apoiou de jovens locais como Ari e Fábio Junior.
 
   Causa supressa as quintas culturais no bar de Jesus Mangueira tendo o Sr. Rildson como artista principal. Durante os dias, vestido de terno e gravada, na Agência do Bradesco, o mesmo é direto e compenetrado, mas na noite, o cara se metaforseia, se tornando num artista com boina na cabeça e violão na mão, dominado os acordes do instrumento,  com uma voz afinada e um repertório diverso e de bom gosto, indo da MPB, sertanejo pé de serra e romântico, até canções internacionais.
 
    Tá ir  um evento de boa qualidade que nossa comunidade deveria prestigiar mais.
 
Cantor Rildson, no "Quinta Nejo"
 
Ari Junior, apoiador do Projeto

Alguns dos idealizadores do Quinta Nejo.
 
 

NA INGLATERRA MULHER COM CANCÊR DE 77 ANOS, MORRE DEPOIS DE SE DESPEDIR DE SEUS CAVALO


Sheila Marsh, de 77 anos, estava no estágio final de um câncer e tinha um último desejo: despedir-se de seus dois cavalos.

Isso parecia ser difícil de ser realizado, já que ela estava internada no hospital e não podia sair de lá - o ambiente de um hospital não é o mais adequado para animais.

No entanto, o Royal Albert Edward Infirmary, em Wigan, no norte de Inglaterra, concedeu uma autorização especial para que os animais pudessem ser levados até o lado de fora do edifício, e Marsh foi levada até seu encontro.

Marsh faleceu pouco depois de dizer adeus aos animais.

"Ela chamou gentilmente por um dos cavalos, e ele foi até ela e abaixou sua cabeça carinhosamente e encostou em seu rosto", disse a enfermeira Gail Taylor.

Marsh trabalhava em uma pista de corrida de cavalos e tinha seus animais da espécie.

"Foi algo muito importante para minha mãe. Ela era uma das pessoas mais batalhadoras que você poderia conhecer e faria qualquer coisa por alguém", disse sua filha, Tina.

Pauline Law, diretora da enfermaria, disse que estar envolvida no episódio foi um privilégio.

"Foi incrível poder dar esse apoio em um momento tão crucial", afirmou.

"É totalmente correto fazer de tudo para que nossos pacientes tenham cuidados personalizados, dignos e com compaixão. Sempre buscaremos fazer isso."