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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Campanha Abril Indígena 2015


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Foto: Mário Vilela/Funai
O lançamento oficial da campanha Abril Indígena 2015, realizado na última terça-feira (07), na sede da Funai, em Brasília, colocou em evidência o protagonismo indígena na preservação do meio ambiente.

Com o slogan "Um mês para homenagear aqueles que protegem o meio ambiente o ano inteiro", a campanha destaca o importante papel dos povos indígenas na preservação ambiental e seu modo de vida tradicional, e lembra os efeitos da preservação na atenuação do aquecimento global e na crise hídrica pela qual o país atravessa.

Convidado para compor a mesa juntamente com o presidente da Funai, Flávio Chiarelli, o líder indígena Davi Kopenawa, da Terra Indígena Yanomami, lembrou a importância da Funai e seu papel na proteção dos povos indígenas e de suas terras, e pediu o investimento de mais recursos da União na TI Yanomami, especialmente na fiscalização e no combate à principal ameaça ambiental da região, o garimpo ilegal. Outros trinta indígenas também participaram da cerimônia.


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Foto: Mário Vilela/Funai
Além de assistirem ao vídeo oficial da campanha, os servidores da Funai, presentes ao evento, também puderam se ver como principais personagens do vídeo promocional desta segunda edição do Abril Indígena, que no ano passado contou com a participação de atores famosos. Com o propósito de homenagear os servidores de todas as áreas da Funai, que, juntos, realizam a missão institucional do órgão indigenista, o vídeo mostra que "neste ano de 2015, os atores desta campanha somos todos nós", como salientou Flávio Chiarelli.


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Foto: Mário Vilela/Funai
Em um gesto simbólico, o presidente e o lider indígena Yanomami literalmente arregaçaram as mangas e plantaram uma muda de urucum, planta usada pelos indígenas para ornamentação e proteção da pele, em um vaso que permanecerá no prédio atual até o plantio definivo da árvore na futura sede própria da Funai.

Ao final do evento, os indígenas apresentaram danças típicas, que terminaram com servidores da Funai e indígenas dançando juntos.



Povos indígenas e preservação ambiental

No Brasil, existem 462 terras indígenas regularizadas, que representam cerca de 12,2% do território nacional. Localizadas em todos os biomas brasileiros, com concentração na Amazônia Legal, as terras indígenas abrigam grande parte da biodiversidade brasileira e são as áreas protegidas mais preservadas do país.

A diversidade cultural e os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas são fundamentais para a manutenção dessa biodiversidade, que também é resultado da atuação da Funai, por meio de ações de demarcação de terras indígenas, monitoramento territorial, fiscalização, prevenção de ilícitos, gestão territorial e ambiental, conservação e recuperação ambiental, diagnósticos e levantamentos etnoambientais participativos, proteção dos conhecimentos tradicionais indígenas associados à biodiversidade, fomento à produção sustentável, entre outras.

Em um contexto de aquecimento global e mudanças climáticas, temos enfrentado, nos últimos anos, diversos desastres ambientais, como enchentes no Acre, secas prolongadas no sul do país e falta de água em São Paulo. As terras indígenas, como principais áreas preservadas, são de extrema importância na regulação climática e na manutenção dos recursos hídricos brasileiros. Sem a preservação dessas terras, os desastres ambientais poderiam agravar-se muito mais. Com a preservação, o Brasil terá um futuro melhor.

Assista aos vídeos:

1) Campanha Abril Indígena 2015

2) Servidores da Funai são os atores da campanha Abril Indígena 2015

Confira as postagens diárias em homenagem à diversidade:

https://www.facebook.com/Funaioficial

Fonte: Site da Funai

sábado, 21 de março de 2015

SUPERINTENDENTE DE BIODIVERSIDADE E ÁREAS PROTEGIDAS DO MA, JANAINA DANTAS, EM CONGRESSO NA GRÉCIA

        A superintendente de Biodiversidade e Áreas Protegidas da SEMA, Janaina Dantas, mestranda em Recursos Aquáticos e Pesca da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA),  apresenta na 11ª Conferência Internacional de Métodos Computacionais em Ciências e Engenharia(ICCMSE), que está sendo realizado em Atenas/Grécia, os resultados da pesquisa “Biomarcadores Morfológicos em Prochilodus lineatus (Characiformes, Prochilodontidae) para Avaliação de Impacto Ambiental na Região da Baixada Maranhense”. O estudo teve a finalidade de identificar os tipos de lesões histopatológicas encontradas em brânquias de peixes da espécie P. lineatus da região da Baixada Maranhense, a fim de monitorar o ambiente aquático.
Os peixes foram coletados no rio Mearim (Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense) apresentaram alterações morfológicas nas brânquias, podendorepresentar estratégias adaptativas para conservação de algumas funções biológicas quando o animal está frente a mudanças na qualidade da água. Segundo o estudo, as várias alterações morfológicas diagnosticadas nos peixes sugerem uma saúde comprometida e sérias consequências biológicas da exposição desses organismos aos poluentes. Foram identificadas alterações leves, moderadas e severas, que expressam uma resposta do organismo a poluentes.  
Janaina Dantas em  Atenas, Grécia, representando o Maranhão
Janaina Dantas informou que estudos com peixes podem ser usados para monitoramento ambiental aquático. “Os peixes são considerados bioindicadores da qualidade da água, logo, se a água apresentar algum tipo de xenobionte, será refletido nos órgãos dos organismos aquáticos. No caso dos peixes, as brânquias são os órgãos mais sensíveis a esse tipo de alteração na qualidade da água”, frisou Janaína Dantas.
Durante a conferencia de Atenas-Grécia, os cientistas presentes ao encontro, se utilizarão de modelagem e de métodos computacionais aplicados a diversos aspectos experimentais, tais como biomarcadores utilizados para monitorar a qualidade dos ecossistemas.
De acordo com o secretário da SEMA, Marcelo Coelho, a participação do Maranhão neste evento é de grande importância para a secretaria, pois serão apresentados  resultados de pesquisas originais de alta qualidade sobre biomarcadores de contaminação aquática em peixes na Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense e na Área de Proteção Ambiental do Maracanã. “Será uma excelente ferramenta de divulgação da qualidade das pesquisas que vêm sendo desenvolvidas pela Instituição, promovendo a SEMA no cenário internacional”, completou o secretário Marcelo. (por Walline Alves)

Artigos que serão apresentados na 11ª Conferência Internacional de Métodos Computacionais em Ciências e Engenharia:

1) Morphological Biomarkers in Prochiloduslineatus (Pisces, Prochilodontidae) for Environmental Impact Assessment in the Region of the BaixadaMaranhense, Brazil. (autores: Janaína Gomes Dantas, Ticianne de Sousa de Oliveira Mota Andrade, Camilla Fernanda Lima Sodré, Jonatas da Silva Castro, Raimunda Nonata Fortes Carvalho-Neta, Audálio Rebelo Torres Junior)
2) Oxidative Stress Enzyme and Histopathological Lesions in Colossomamacropomum (Pisces, Ariidae) for Environmental Impact Assessment.(autores:Ticianne de Sousa de Oliveira Mota Andrade, Débora Batista Pinheiro Sousa, Janaina Gomes Dantas, Jonatas da Silva Castro, Raimunda Nonata Fortes Carvalho Neta)

Do Site da SEMA-MA




quinta-feira, 19 de março de 2015

DOCUMENTO HISTÓRICO PEDINDO A CRIAÇÃO DA APA DOS MORROS GARAPENSES

  Na semana de comemorações dos 6 anos de criação da APA dos Morros Garapenses publicamos o primeiro documento que motivou o Governo do Estado do Maranhão, em 2007, a criar essa Unidade de Conservação que foi a primeira na história do ambientalismo do Estado a ser criada pela iniciativa popular.

Ofício que originou a APA dos Morros Garapenses

terça-feira, 10 de março de 2015

LIVRO SOBRE AS APAS DO MARANHÃO É LANÇADO NA UEMA

          Foi lançado hoje, 10 de Março, no auditório do CCB/UEMA Campus Paulo VI da Universidade Estadual do Maranhão, em São Luís, o livro "Áreas de Proteção Ambiental no Maranhão: situação atual e estratégias de manejo".  Organizado pelo competente professora Dr. Raimunda Forte, cordenadora do Programa de Mestrado em biologia da UEMA, com a participação de diversos pesquisadores, dentre eles Francisco Carlos Machado, idealizador da APA dos Morros Garapenses, que escreveu o capitulo sobre essa Unidade de Conservação. 



            Nas palavras de Janaina Dantas, atual Superitendente de Biodversidade e Áreas Protegidas da SEMA-MA, também uma das autoras da obra, publicada em sua página do facebook, o livro “chegou para sensibilizar a sociedade com relação à necessidade de se preservar o patrimônio ambiental que as APAs representam para o Estado do Maranhão”. É uma obra que enfoca a viabilidade do uso sustentável dos recursos naturais caminharem junto com a preservação do meio ambiente. A obra também espera contribuir para produzir conhecimento e fortalecer uma política institucional e de comunicação social, além de criar uma referência literária sobre as APAs do Maranhão".
Janaina Dantas( terceira da esquerda pra direita), vestindo preto
e demais autores.


          Francisco Carlos, que lamentou não poder participar do evento por está fora do Estado por motivos superiores, diz ter sido um prazer imensurável ter contribuido com a construção desta obra, que não somente levará melhor entendimento da sociedade da importância da APA dos Morros Garapenses, mas como de todas APAs maranhenses. O mesmo pretende presentear exemplares para escolas e bibliotecas das cidades da APA e do país, para que todos os cidadãos regionais e pesquisadores nacionais tenha o livro como fonte de conhecimento e referência das áreas protegidas do nosso Estado.
      
Dr. Professora Raimunda Forte ( terceira em pé da primeira vila, da esq.
 pra direit.), 
vestindo branco, responsável pela organização do livro

Todos os autores do livro


sexta-feira, 6 de março de 2015

LITÍGIO POLÍTICO E CRIME AMBIENTAL SOBRE UMA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE EM AFONSO CUNHA

Há uma semana, devido os meios sociais de comunicação, os internautas ficaram informados via imagens e textos, de um litígio entre o prefeito da cidade de Afonso Cunha, José Leane Pinheiro e os agropecuaristas Xerxes Bacelar e Arquimedes Bacelar, de família de tradição histórica tanto em Afonso Cunha, como na região, ambos os lados pleiteiam um terreno as margens do riacho de São Gonçalo, um afluente do rio Munim, cujas principais nascentes estão no perímetro urbano desta cidade. 
As intenções de Xerxes Bacelar e do irmão é aterrar, segundo fotos divulgadas, um trecho do riacho para erguer uma construção comercial. O mesmo defende que o terreno era de sua mãe. Assim, poderá fazer o que bem desejar. O prefeito Leane Borges, por sua vez, como autoridade administrativa maior da cidade, não liberando alvará de funcionamento para esta construção alegando que a construção é ilegal por diversas razões, dentre esta ambientais. Os irmãos Bacelar contra argumentam que é perseguição, abuso de poder e autoridade, do prefeito, numa rincha que envolvem questões políticas e partidárias.
Nesta questão, política e partidarismo, diante do fato de existir realmente uma disputa permanente entre os que desejar voltar ao poder da cidade que fundaram para si e os que dentro do novo cenário político e democrático atualmente existente em Afonso Cunha, desejam deixar sua marca e mostra quem hoje realmente “manda” ou administra a cidade, não emitirei mais considerações e delongas neste texto.
Todavia, diante do objeto do litígio – o riacho São Gonçalo, gostaria de reforçar o argumento um e cinco de uma carta do prefeito Leane publicado no Portal Gadita e outros blog regionais, referente à questão ambiental.
Maquinas trabalhando nas proximidades do riacho
        De fato, não se podem aterrar trechos do leito do riacho de São Gonçalo, por que lá, segundo a Lei N° 4. 771 de 1965 e alterações é uma APP - Área de Preservação Permanente. Se o terreno fosse legalmente de uma das partes que alega pertencer, até poderiam fazem alguma alteração, mais com 10 a 15 metros distantes das margens do riacho. Jamais soterrar o mesmo, conforme se ver nas fotos. Afirmo mais, este espaço da cidade de Afonso Cunha legalmente protegido, ambientalmente frágil e vulnerável, que mesmo sendo privado, quanto mais público, deverá apenas ser usado por funções ou serviços ambientais, no quais se requer de APPS, no quais : 1 - a proteção do solo prevenindo a ocorrência de desastres associados ao uso e ocupação inadequados de encostas e topos de morro; 2 - a proteção dos corpos d'água, evitando enchentes, poluição das águas e assoreamento dos rios; 3 - a manutenção da permeabilidade do solo e do regime hídrico, prevenindo contra inundações e enxurradas, colaborando com a recarga de aquíferos e evitando o comprometimento do abastecimento público de água em qualidade e em quantidade; 4 - a função ecológica de refúgio para a fauna e de corredores ecológicos que facilitam o fluxo gênico de fauna e flora, especialmente entre áreas verdes situadas no perímetro urbano e nas suas proximidades, 5- a atenuação de desequilíbrios climáticos interurbanos, tais como o excesso de aridez, o desconforto térmico e ambiental e o efeito "ilha de calor".
Terra caindo no Riacho
Segundo, além do riacho ser APP, é um ecossistema que realmente pertence à Área de Proteção Ambienta/APA dos Morros Garapenses, Unidade de Conservação de Uso sustentável, criada há seis anos pelo Decreto Nº 25.087 de 31 de Dezembro de 2008, abrangendo uma área de 234. 767 ha dos municípios de Buriti, Duque Bacelar, Coelho Neto e Afonso Cunha, cujo objetivo básico é “proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais”. Para fazer funcionar isso, na APA dos Morros Garapenses existe um Conselho – CONAMG – Conselho da APA dos Morros Garapenses, instituição co-gestora da Unidade, que é administrada pela SEMA-MA, cuja a cidade de Afonso Cunha possui representantes.
 Assim, se os irmãos Bacelar não tiverem autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente para tal obra no riacho de São Gonçalo, sua ação torna-se mais ilegal ainda. O que acho meio difícil de obterem, diante de um soterramento do leito de um riacho legalmente protegido, mesmo que documentalmente a propriedade fosse particular, pois riachos são de todos, patrimônio comum e comunitário.
Por fim, os efeitos indesejáveis do processo de urbanização sem planejamento, como a ocupação irregular e o uso indevido dessas áreas, tende a reduzi-las e degradá-las cada vez mais. Isso causa graves problemas nas cidades e exige um forte empenho no incremento e aperfeiçoamento de políticas ambientais urbanas voltadas à recuperação, manutenção, monitoramento e fiscalização das APPs nas cidades. E acho que em Afonso Cunha as leis ambientais neste litígio entre os dois lados deve ser uma voz persistente, até por que quem realmente vai ser derrotado é a população e o riacho de São Gonçalo se ele continuar sendo sorteado e usado para fins puramente econômicos e  pessoais dos cidadãos desta cidade, que devem aprender cuidar e valorizar seus recursos e belezas naturais, utilizando-os de maneiras sustentáveis. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

LANÇADO ANTOLOGIA VOZES POÉTICAS DOS MORROS GARAPENSES


Caros leitores do Blog Folha do Garapa, lançamos hoje oficialmente em formato de E-book nosso estudo sobre a poesia e a vida de poetas da APA dos Morros Garapenses.  

A antologia “Vozes Poéticas dos Morros Garapenses” foi fruto de árduos trabalhos de pesquisas, entrevistas e leituras, uma empreitada que começou em Agosto de 2011, logo após termos organizado em Julho deste ano o primeiro encontro literário da APA na cidade de Coelho Neto, objetivando assim, o continuar de ações em prol dos artistas da palavra de nossa região, oficialmente interligada pela Unidade de Conservação, contribuindo com suas motivações e apoio ao desenvolver seus talentos  artísticos e literários. À medida que as pesquisas eram feitas, em intervalos das viagens pelo Maranhão e no Brasil; nas horas livres dos estudos do Seminário de Teologia; das demandas da luta em reuniões, audiências e embates constantes contra os destruidores da natureza de nossa Unidade de Conservação, no sonho de fazer ela dar certo, eu , aos pouco, como um artesão, pacientemente, escrevia a obra, junto com outros trabalhos literários. Houve um momento na construção dos  “Vozes Poética dos Morros Garapenses”,  que estive  distante  meses do Maranhão, estudando linguística e teologia em Brasília, no ano de 2013, e  mesmo  longe de muitas das fontes do livro, o trabalho continuo, sendo finalizado. Há um ano que a obra está praticamente pronta. Tentamos publicar em formato impresso, mas diversas adversidades se opuseram em nosso caminho, o que nunca nos fez desistir do nosso objetivo de construir conhecimento, educar, levar cultura a nossa gente. E no não desistir, o livro agora sai em E-book: digital, gratuitamente, oportunando acesso livre para todos os cidadãos garapenses, como do Brasil, conhecer nossos poetas.

Dividida em três partes, a antologia literária contem uma resenha histórica da criação da APA dos Morros Garapenses, como do Movimento literário da Unidade; o perfil biográfico de 22 poetas oriundos e vivendis da APA, com mostra de seus poemas (sendo dez poetas de Buriti, quadro de Duque e oito de Coelho Neto); e um anexo sobre a vida de dois poetas, Coelho Neto e Afonso Cunha, que dão nome a duas cidades da Unidade, e alguns de seus poemas; como falas sobre este poeta ambientalista, organizador da antologia, que como poeta também regional, não poderia se autoestudar na obra, como também se autoexcluir, pois isso juntei algumas criticas de amigos e ambientalistas sobre minha arte poética e luta ecológica. Creio que assim valeu.

O nosso grande desejo na publicação da antologia “Vozes Poéticas dos Morros Garapenses” não é a busca de reconhecimento humano, isso é muito pouco. O grande desejo e o sonho é fazer com quer o bem e a vida vença neste lugar do mundo, chamado APA dos Morros Garapenses; e para isso acontecer os poetas com suas  poesia devem ser personalidades  e arte atuantes – proativas - entre o povo, levando arte e beleza das palavras; doando emoção e encanto, cultura, educação, informação; cuidando também das nascentes, das árvores das praças, das florestas dos morros; dos pássaros e dos repteis; das crianças, dos jovens e dos velhos; amando e respeitando toda forma de vida existente nesta Unidade de Conservação, pois esse é o caminho da realização plena e da felicidade verdadeira.

Espero que os leitores baixem o livro, goste do que irão ler, divulgue nossos poetas e sua poesia neste Brasilzão, nos ajudando em conjunto cuidar das pessoas e da natureza na APA dos Morros Garapenses. 



Para baixar o livro (ou visualizá-lo online) pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.

              Para baixar o livro (ou visualizá-lo online) pelo site Issuu, CLIQUE AQUI.

 



 



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

DOADO BIBLIOTECA PARA O CONSELHO DA APA DOS MORROS GARAPENSES

 Na manhã de hoje o Secretário de Agricultura da Prefeitura de Duque Bacelar, Toinho do PT,  numa ação louvável de parceria com as instituições públicas, dou uma biblioteca do Projeto Embrapa para o Conselho da APA dos Morros Garapenses, CONAMG,  para futuramente ficar na Biblioteca do Centro Administrativo da APA.
 A Biblioteca é formada de mais de 100 volumes com temas de agroecologia, meio ambiente, cultura produtiva, etc.
 Esteve presente no ato da doação a Vice- Presidente do CONAMG Noemi Rocha, que ao receber a doação agradeceu ao Secretário Toinho em nome de todos os conselheiros e ambientalistas da Unidade. 

Estante montada com livros

Toinho do PT  e Noemi  Rocha, do CONAMG

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

CINZAS DO FUNDADOR DA CIDADE DE DUQUE BACELAR SERÃO ESPALHADAS NO ITAPIREMA

    RAIMUNDO EMERSO MACHADO BACELAR, um dos fundadores políticos da cidade de DUQUE BACELAR, será homenageado com uma Missa de 7º dia, 22 de Novembro, em Coelho Neto, na  Paróquia de Sant'Ana. 
    O mesmo falecido aos 86 anos, no último sábado, dia 15, no Rio de Janeiro foi cremado; e suas cinzas, de acordo com seu desejo,  dia 29 de Novembro na Fazenda Itapirema, serão espalhadas na capela da família onde estão os restos mortais dos seus pais: Duque e Maria Bacelar.

Da  direita pra esquerda: Duque Bacelar, Maria Bacelar e Raimundo Bacelar.

Capela dos Bacelar, no Itapirema

domingo, 9 de novembro de 2014

PÔR DO SOL NO RIO PARNAÍBA EM DUQUE BACELAR/APA DOS MORROS GARAPENSES





" QUINTA NEJO", NO BAR DA JESUS MANGUEIRA

    Uma novidade cultural esta abrilhantando as noites de quinta-feira em Duque Bacelar. O evento "Quinta Nejo", idealizado pelo Gerente do Banco Bradesco da cidade, Sr. Rildson, com o apoiou de jovens locais como Ari e Fábio Junior.
 
   Causa supressa as quintas culturais no bar de Jesus Mangueira tendo o Sr. Rildson como artista principal. Durante os dias, vestido de terno e gravada, na Agência do Bradesco, o mesmo é direto e compenetrado, mas na noite, o cara se metaforseia, se tornando num artista com boina na cabeça e violão na mão, dominado os acordes do instrumento,  com uma voz afinada e um repertório diverso e de bom gosto, indo da MPB, sertanejo pé de serra e romântico, até canções internacionais.
 
    Tá ir  um evento de boa qualidade que nossa comunidade deveria prestigiar mais.
 
Cantor Rildson, no "Quinta Nejo"
 
Ari Junior, apoiador do Projeto

Alguns dos idealizadores do Quinta Nejo.
 
 

NA INGLATERRA MULHER COM CANCÊR DE 77 ANOS, MORRE DEPOIS DE SE DESPEDIR DE SEUS CAVALO


Sheila Marsh, de 77 anos, estava no estágio final de um câncer e tinha um último desejo: despedir-se de seus dois cavalos.

Isso parecia ser difícil de ser realizado, já que ela estava internada no hospital e não podia sair de lá - o ambiente de um hospital não é o mais adequado para animais.

No entanto, o Royal Albert Edward Infirmary, em Wigan, no norte de Inglaterra, concedeu uma autorização especial para que os animais pudessem ser levados até o lado de fora do edifício, e Marsh foi levada até seu encontro.

Marsh faleceu pouco depois de dizer adeus aos animais.

"Ela chamou gentilmente por um dos cavalos, e ele foi até ela e abaixou sua cabeça carinhosamente e encostou em seu rosto", disse a enfermeira Gail Taylor.

Marsh trabalhava em uma pista de corrida de cavalos e tinha seus animais da espécie.

"Foi algo muito importante para minha mãe. Ela era uma das pessoas mais batalhadoras que você poderia conhecer e faria qualquer coisa por alguém", disse sua filha, Tina.

Pauline Law, diretora da enfermaria, disse que estar envolvida no episódio foi um privilégio.

"Foi incrível poder dar esse apoio em um momento tão crucial", afirmou.

"É totalmente correto fazer de tudo para que nossos pacientes tenham cuidados personalizados, dignos e com compaixão. Sempre buscaremos fazer isso."
 


 

 

 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

LANÇAMENTOS DE DOIS LIVROS DIGITAIS DE FRANCISCO CARLOS MACHADO

                           Amanhã na Escola Luis Viana, às 10:30 da manhã, em Duque Bacelar, teremos um evento de lançamento de dois e-book de autoria do poeta, escritor e ambientalista Francisco Carlos Machado: " Adolescência Poética" e " Discursos das Causas Primeiras". Os dois e-books já  podem ser baixados pela internet.

                                            Livro: Adolescência Poética        
                                            Para baixar pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
                                            Para baixar (ou ler online) pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.
                                                 Para baixar (ou ler online) pelo site Issuu, CLIQUE AQUI.                                                                                                                                               

 


                                                                                                                                                                                                   
                                     Livro:    Discursos das Causas Primeiras
                                     Para baixar pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
                                     Para baixar (ou ler online) pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.
                                     Para baixar (ou ler online) pelo site Issuu, CLIQUE AQUI.









quinta-feira, 30 de outubro de 2014

SEMINÁRIO AMBIENTAL DISCUTI PRESERVAÇÃO DA FLORESTA DOS MORROS GARAPENSES


              Aconteceu na manhã desta quinta feira (30/10), no Auditório da Secretaria Municipal de Educação, em Duque Bacelar, o Seminário Morros Garapenses: razões para continuar a Preservação, promovido pela Associação Bacelarense de Proteção o Meio Ambiente - ABAMA.

Francisco Carlos palestrando no Seminário
O evento teve como palestrantes Francisco Alves, pedagogo e chefe da Brigada de Incêndio Florestal do Grupo João Santos, que palestrou sobre a prevenção de incêndio; e Francisco Carlos Machado, ambientalista e escritor local, cuja palestra foi sobre a APA dos Morros Garapenses e as diversas razões para se continuar a luta por sua preservação. O Agente de Saúde Junior Moreira, também participou do Seminário, falando do projeto seu de fundar uma cooperativa de catadores de resíduos sólidos na cidade.
 O Seminário contou com a participação de estudantes do ensino médio do Centro de Ensino Luis Viana, ambientalistas, vereadores e pessoas da comunidade, interessados pela questão, lotando o auditório.
Noemi Rocha


 
                                                                     Mais fotos do Seminário:
 
A Presidente da ABAMA, Noemi Rocha, disse ser muito oportuna o seminário, pois resgata os valores, sensibilizando os ouvintes do continuar a luta para preservar a floresta ao derredor de Duque Bacelar.



Francisco Alves
 

Junior Moreira

Participantes do Seminário

 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

HOMENAGEM AO PROFESSOR - EM MEMÓRIA FRANCISCA LEAL CASTELLO BRANCO

Em homenagem aos professores de Duque Bacelar e em memória da professora Francisquinha Leal  falecida há 15 anos o Folha do Garapa publica o  discurso proferido na missa de 7º dia de sua partida para Deus.


O DISCURSO QUE NÃO PODE SER PROFERIDO NO DIA
                                                                                         Um tributo a Francisco Leal Castello Branco


         Quando a triste notícia do falecimento de nossa mui amada Francisca Leal Catello Branco chegou à minha casa, estava em meu quarto lendo e ouvindo as sinfonias de Beethoven. Ouvi suspiros se juntaram  as sinfonias. Atônito, deixei a leitura, desliguei o gravador e nitidamente ouvi altos prantos de minha mãe. Subitamente, minha mente foi invadida por pensamentos de uma realidade que eu não queria saber. Saí do meu quarto,  indo ao de mamãe. Ela estava no chão, chorando angustiosamente a perda de sua mais íntima amiga. Sentei numa cama, e em choros também,  sentia a crucial dor da morte. Nos minutos seguintes meus irmãos e os vizinhos foram chegando, e minha casa se tornou um cenário dramático de lamentos.
          O crepúsculo do dia estava se findando, e nós sentíamos a dolorosa separação. Umas sete horas fui à casa do Sr. Miguel Antero, ficando algumas horas ajudando na preparação da residência para a chegada do corpo que vinha de Caxias. Quando ele chegou a nossa cidade, às 1:10 da madrugada, o carro que o trouxera parou primeiro em nossa casa. Mamãe gritou tanto ao ver o caixão. O meu irmão Carlos Machado que veio de Coelho Neto, avisado da tragédia, minutos depois a levou de carro para casa de seu Miguel. Eu fui atrás, caminhando com minhas irmãs. Ao chegar, contemplei uma cena indescritivelmente dolorosa. Uma das minhas maiores amigas estava sem vida, dentro de um caixão.
Velei a madrugada inteira o corpo de nossa amada. Quando a manhã chegou, às sete horas, fui com Flávio na fazenda Ana Maria atrás de um livro de poesia, que julgava contém um poema para incluir num discurso que pretendia escrever em homenagem a Dona Francisquinha. Entretanto, quando voltemos da fazenda, não consegui suportar a dor que a morte trás aos entes queridos. Minhas forças se esvaíram, esgotaram-se. E pela primeira vez na vida, eu desmaiei. Os presentes me socorreram;  levaram-me para o hospital, o doutor Marcus de Andrade queria me hospitalizar, me dá um sonífero, mas eu não aceitei. Queria escrever o discurso e acompanhar o cortejo fúnebre.
      Já em casa, com poucas forças, ainda esboçando os tópicos da elegia, ouvi uma voz da rua dizendo que a multidão se aproximava da escola Dr. Paulo Ramos. Deixei os rabiscos, pedi carona a um colega que passava de bicicleta na rua, e ele me levou até a escola. Ajudado pelo amigo Didi, segui todo o cortejo que seguiu até a Igreja e ao Julião. Assim não pude escrever naquele dia o discurso em homenagem à pessoa que marcou os meus vinte anos de existência.

                                                           *    *    *

       Nascida em 8 de Março de 1939, na vizinha cidade de Miguel Alves, Francisca Leal Castello Branco desde criança foi mulher estudiosa. Ela fez seu primário em Chapadinha. Concluiu seu ginásio em nossa cidade em 1975 no maravilhoso colégio Bandeirante. Sua turma foi a primeira de toda a escola. Seus colegas a admiravam pela cultura e inteligência.
      “ - Ela sempre se destacou pela cultura geral”, disse conceição Miranda, colega de classe, profissão e vida.
     “ - Eu sabia bastante matemática e ela português. Quando estávamos fracas num assunto, ajudávamos uma a outra”, declarou Graça Cordeiro, a maior autoridade da disciplina em nossa cidade. Outras colegas do período eram Maria do Carmo, João Vilar, Joaquim Torres, Helena Sampaio; as saudosas Dona Lurdina e Gertrudes. Os professores eram pessoas cultas, como José Linhares, Rosemary Furtado, Mariza Coutinho, Conceição do Eurico, tantos outros.
       Após terminar o ginásio, Francisquinha partiu novamente para Chapadinha fazer o normal. Concluindo-o em 1978, técnico em habilitação em magistério. Queria continuar os estudos e fazer faculdade de medicina. As circunstâncias, entretanto, a impediram de realizar seu grande sonho.
         Voltando para nossa cidade, recomeçou o exercício de sua profissão. O amor, inteligência e criatividade envolvidas em seu ofício, a transformaram em um dos vultos de nossa história educativa e social. Ela dedicou sua vida, seus talentos à educação de nossas crianças, nossos jovens e adultos. Um bem que jamais será retirado da vida de milhares de pessoas que passaram pôr suas mãos.
           No decorrer dos anos de profissão, ela lecionou várias disciplinas: português, didática, estágio, religião, artes, etc. Encerrou sua carreira com filosofia, a ciência das ciências, a mesma que trabalhara há alguns anos. Sua última aula dada dois dias antes do incidente que a levou a morte, chamada “A existência da Reflexão Filosófica”, foi proferida com tanta sabedoria, que seus alunos, 40 ao todos, ainda pensam nos comentários ditos por ela. Uma das reflexões lançadas na aula foi a realidade da morte. Ela disse que nossa vida é tão incerta em relação a sua duração, sendo que podemos partir em qualquer hora. Falou que estava lecionando naquela noite de sexta- feira, mas na segunda-feira poderia não está mais.
        Por que justamente este tema?! Será que Deus estava lhe conscientizando de que seus dias findavam-se, e que a queria para si?

            Amigos presentes:

        Devo, também, ressaltar a figura humana que fora Francisca Leal Castello Branco. Mulher humilde e servidora soube lavar os pés do próximo de uma maneira excepcional. Sempre compartilhou o que tinha com os outros. O dinheiro do seu trabalho era muitas vezes mais gasto com seu semelhante do que com ela mesma. Ao nos deixar, nos presentes dias, ajudava quatro famílias, dando-lhes constantemente o pão cotidiano.
         Em 1992, ela se candidatou a vereadora. Seu propósito eleita era trabalhar com as crianças pobres de nossa cidade. Queria construir uma creche para abrigá-las e educá-las, porém, não conseguiu uma vaga no legislativo. Sempre nos dizia, em sua crença, ter sido eleita, mas o nosso sistema político sujo roubara os seus votos.
         Digo-vos que essa cidade perdeu uma grande mulher, uma grande educadora, uma grande amiga. Ela amou essa cidade e sua gente, apesar de diversas vezes ser injustamente criticada, maltratada, incompreendida. Minha mãe perdeu uma grande amiga; sua maior amiga. Minha família perdeu àquela que foi sua mais sincera e leal companheira. Particularmente perdi uma grande amiga.
            Dia 12 de Abril, data de sua partida para Deus. Neste dia completaram dois meses que voltei de São Luis. Deste o ano passado ela estava novamente passando mais uma das suas temporadas lá em casa. Os dois meses então fizeram nossa amizade se aprofundar muito. Tornemos-nos confidentes, nos respeitando mutuamente.
         Dona Francisquinha foi minha professora alguns dias na primeira série do primário, supervisora de regência quando estagiei como professor em formação, no magistério. Ela também foi minha madrinha de formatura.
           O que contribuiu para nossa amizade eram nossos gostos comuns, desejos e comportamentos parecidos. Fomos os indivíduos mais criticados e taxados de loucos por muitos nesta cidade. Amávamos botânica. Trocávamos mudas de várias espécies de plantas; conversávamos sobre a fisiologia das mesmas, estudávamos as pétalas, as folhas e admirávamos o resplendor das flores, seus aromas e formosuras. Toda a natureza nos encantava: os animais, os rios, a chuva, o vento. Uma tarde singela e poética. Ela era uma das pouquíssimas pessoas na cidade no qual se podia manter uma conversa intelectual. Um dia me contou que quando jovem, decorou o nome de todos os ossos do esqueleto humano. Também discutíamos sobre literatura, línguas, biologia, geografia, história, poesia, política e música. Gostávamos dos clássicos: os concertos, as óperas, os cantos de corais, as músicas folclóricas e sacras. Ela tinha uma voz bonita, educada nos anos que cantara no coral da Igreja Católica de Chapadinha. Gostava quando cantava trechos de música em latim. Cantávamos juntos. O clássico “ Ave Maria”, do compósito Franz Schubert e o popular louvor  “ Cantai ao Senhor um Cântico Novo ”, em espanhol e português, eram os que mais gostávamos. Apesar de ser evangélico e ela católica, nossa amizade era ligada por Cristo, somente Nele.
           Oh, que dor! Que saudades sinto agora de nossa Francisquinha. Ela só me chamava de Neném devido ser eu o mais novo de casa.
          Ela foi uma mulher cristã, que dedicou sua vida a Deus; ao seu sobrinho Werdem, aos seus amigos e alunos. Nunca se casara. Quando criança perdera seu grande e primeiro amor. Ele partiu tão cedo para o outro mundo, lhe deixando marcas profundas. Rui, assim se chamava seu amado.
Praticou sua religião desde criança, e quando a morte montada a galope veio e levou minha amiga, como diz Carlos Drummond de Andrade, ela tinha acabado de ler a II leitura da liturgia do dia 11 de Abril de 1999, encontrada no livro de I Pedro, capitulo I, versículo 3 a 9, que diz:

          - “ Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus. Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações. Desde modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira, mas preciosa que o outro perecível, que é provado no fogo, e alcançará louvores, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo. Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, Nele acrediteis. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação. Palavra do Senhor.

             Juntamente com o texto bíblico ela fazia os seguintes comentários:

         - “ Não devemos acreditar apenas no que vemos. Temos que ter fé em Deus. Na vida acontecem muitas coisas que nos deixam tristes, mas através da fé renovaremos nossas alegrias, sorriremos e cantaremos. As coisas de Deus são eternas, não tem fim. O sol feito por ele dura para sempre. As coisas do homem acabam-se aqui. A lâmpada feita pelo homem acaba aqui. Devemos agradecer todas as circunstâncias que veem para a gente. Não vamos agradecer apenas o que achamos bom, mas sim o que acharmos o que é ruim também.”

        Depois disso ela deixou o altar e foi para seu banco. Tentou sentar, mas foi atingida, um derrame.  Já vinha sentido sintomas de dormência e dores no corpo. O organismo avisando.
Amigos, sentiremos ainda muitas saudades de nossa querida Francisquinha. Contudo alegremo-nos com a esperança de que ela está com Deus. Ele disse para não me preocupar, pois ela esta consigo.
Minha sobrinha Thaís, de quatro anos, vendo mamãe chorar, lhe disse:

         - “ Não chore vovó. A Francisquinha tá no céu, cantando assim: amém, amém, amém. Sim, agora ela canta um cântico novo na presença do Senhor ”.


Duque, 18.4. 1999     
Proferido na missa de 7º dia